Translate

quarta-feira, 16 de abril de 2014

PÁSCOA NO TEMPO DE JESUS

Como memória da saída do Egito e da manifestação de Deus nesta saída, a celebração da Páscoa era a festa por excelência, não só a mais importante mas também aquela cuja a profundidade e significado estabelecia uma identidade comum ao povo judeu.
Jerusalém, cidade santa, era o local central para a festa do “Dia de Javé”, tempo para a alegria da libertação, tempo de ação de graças.

A manifestação fundamental estava reservada para a refeição pascal, esta centrava-se no banquete em que era comido o cordeiro, que antes tinha sido imolado no Templo. O cordeiro tinha de ser adquirido quatro dias antes, 10 de Nizan, a sua imolação seria executada somente após o meio-dia do dia 14. Seguidamente iria efetuar-se a ceia pascal que se iniciava em entardecer do mesmo dia 14, ou seja início do dia 15 de Nizan, já que os dias iniciavam-se após o pôr-do-sol, e não á meia-noite.

O ritual iniciava-se com a preparação do primeiro cálice, em que se fazia a oração de louvor, e após tomarem os aperitivos dava-se a abertura da liturgia pascal que precedia o banquete. O pai de família ou o presidente da mesa dava uma explicação da ceia com base na seguinte passagem:

“Proclamarás, então, em voz alta diante do Senhor, teu Deus:
“Meu pai era arameu errante: desceu ao Egito com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso. Então os egípcios maltrataram-nos, oprimiram-nos e impondo-nos dura escravidão.
Clamamos ao Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu o nosso clamor, viu a nossa humilhação, os nossos trabalhos e a nossa angustia, e fez-nos sair do Egito, com a sua mão forte e seu braço estendido, com grandes milagres, sinais e prodígios. Introduziu-nos nesta região e deu-nos esta terra, terra onde corre leite e mel. Por isso, aqui trago agora os primeiros frutos da terra de que me deste, Senhor!
Depois, colocarás isso diante do Senhor, teu Deus, e prostrar-te-ás diante do Senhor, teu Deus. Alegra-te por todos os bens que o Senhor, teu Deus, te der e à tua casa, tu, o levita e o estrangeiro que estiver no meio de ti!””
(Dt 25,5-11)



A partir deste texto eram feitas as diversas interpretações, no entanto dois elementos estavam sempre presentes: o cordeiro pascal, que obviamente os transportava para a lembrança de que Javé os havia poupado do extermínio, e também o pão ázimo que recordava a libertação da escravatura.




“Aleluia!
Louvai, servos do Senhor,
   louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
    agora e para sempre.
Desde o nascer ao pôr-do-sol,
    seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor reina sobre as nações,
    a sua majestade está acima dos céus.

Quem é como o Senhor, nosso Deus,
    quem tem o seu trono nas alturas?
Ele se inclina, lá do alto,
    para observar o céu e a terra.
Ele levanta do pó o indigente,
e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar entre os grandes do seu povo.

Ele dá família à mulher estéril
    faz dela a mãe feliz de muitos filhos.
Alleluia!”
(Sl, 113)


“Quando Israel saiu do Egito,
    e a casa de Jacob, do meio de um povo estranho,
Judá torna-se santuário do Senhor
    e Israel o seu domínio.

Á vista disso, o mar afastou-se
    e o Jordão voltou atrás.

Os montes saltaram como carneiros
    e as colinas, como cordeiros.
Que tens, ó mar, para assim fugires,
    e tu, Jordão, para retrocederes?
Montes, porque saltais como carneiros,
    e vós, colinas, como cordeiros?

Treme, ó terra, com a chegada do Senhor,
    com a presença do Deus de Jacob,
que transforma as rochas em lagoas,
    e as pedras, em fontes de água.”
(Sl 114)

Após recitar a primeira parte do Hallel, que está transcrito em cima e que compreende os Salmos 113 e 114, bebia-se o segundo cálice e iniciava-se o banquete.

O pão ázimo era benzido pelo presidente do banquete, que em seguida partia e repartia por todos os participantes. Mais tarde realizava-se a bênção do terceiro cálice, o chamado “cálice da bênção” que assinalava o fim do banquete. Nesta altura recitava-se a segunda parte do Hallel (que pode ler-se em Sl 115-118) juntamente com o cântico de louvor sobre o quarto cálice. A ceia terminaria por volta da meia-noite, no entanto os participantes não deviam sair das suas casas ou tendas antes da manhã seguinte, continuando a festa por mais sete dias (Ázimos).

Qual o objetivo e conteúdo da festa?

Este é louvor da passagem da “não-vida à vida” é a primavera do povo, a sua origem. A evocação da saída do Egito em que Javé se manifesta de uma forma magnífica, é também um elemento agregador do povo para a realização de uma adoração e evocação em agradecimento profundo a Javé.

No entanto é importante salientar que o povo nunca associou a celebração, a comemoração ou o recordar a uma simples evocação de uma memória de um passado; segundo os doutores da lei, em cada geração existia a noção de que eram também “atores” concretos da saída do Egito. O Êxodo torna-se presente e vivo em cada pessoa e assim no povo, a simbologia do amargo da escravidão estava representado nas ervas amargas e a alegria da libertação para uma nova vida, apresentava-se no pão ázimo.





No olhar para o passado explica-se o presente, numa visão de passagem (Páscoa) da escravidão para a liberdade, no caminho para o futuro, que através da presença de Javé no passado se assegura a Sua presença para o que virá, enquanto lugar de esperança.

Desta forma a Páscoa era também uma celebração escatológica, em que interpelava à obediência e à fidelidade a Javé, enquanto razão, origem da vida e sustentação do destino do povo, Povo Eleito.  








segunda-feira, 14 de abril de 2014

ORIGENS DA PÁSCOA


Origem

“Moisés chamou os anciãos de Israel e disse-lhes:
“Escolhei e tomai um animal do rebanho, segundo os vossos clãs, e imolai a Páscoa. Tomareis depois um ramo de hissopo, mergulhá-lo-eis no sangue que estiver na bacia, e marcareis o dintel e as duas ombreiras da porta com o sangue que estiver na bacia, e nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela manhã. O Senhor passará para ferir o Egito, verá o sangue sobre o dintel e sobre as duas ombreiras da porta, e o Senhor passará ao largo da porta e não deixará que o Exterminador entre nas vossas casas para ferir.””
(Ex 12,21-23)



Esta celebração estando ligada ao Êxodo, tem na sua gênese um rito ou festa nómada das comunidades pastoris, anterior a este acontecimento bíblico, sendo que estas práticas eram comuns noutros povos, não se circunscrevendo aos hebreus.
O ritual consistia na imolação de um cordeiro, em que o seu sangue deveria aspergir as entradas das tendas. O objetivo consistia em preservar a vida dos membros dos clãs e dos seus animais de todos os perigos (“Exterminador”), era portanto uma ação eminentemente comunitária voltada para a defesa e não para o ataque ou agressão.


Era uma prática acentuadamente nómada, em que a carne era assada ao fogo, o pão era servido sem qualquer fermente (como ainda hoje acontece com os beduínos), usavam-se as ervas amargas (as ervas do deserto), etc. Todo o rito tinha lugar na primeira lua cheia da primavera, altura em que os pastores partiam com o gado em busca de novas pastagens.




A vida como que se renovava, uma vida que se tinha que confrontar com os perigos, estes eram personificados no “exterminador”,  sendo que ao aspergir as portas com o sangue do cordeiro imolado contribuíram para sua sobrevivência. Este seria o sacrifício em louvor a Deus no deserto que Moisés teria pedido ao faraó.




A Páscoa e o Êxodo

O rito de preservação pastoril vai ser aquele que irá transformar-se para o Povo Eleito como a festa mais importante do seu calendário, simbolizando a saída do Egito, a passagem da prisão para a liberdade, a Páscoa.

Como se deu esta transformação?


Em Ex 11,1-13,6 notamos que a Páscoa aparece vinculada à décima praga, irá assim ser esta a determinante na saída dos israelitas.
No entanto esta noção obriga a uma atenção na leitura do texto; na realidade o que aparece escrito não é uma crónica de acontecimentos, mas uma releitura posterior, numa altura em que a Páscoa tinha adquirido uma importância central no culto de Israel.

Segundo vários exegetas terá existido uma coincidência temporal entre a celebração da Páscoa e o flagelo que terá vitimado os egípcios. Esta coincidência, que possibilitou a saída dos hebreus, foi determinante para a transformação do rito pascal. Assim a interpretação colocou-se centrada na visão de que Javé “passou”, e esta passagem poupo-os do flagelo da morte. Isto aconteceu porque o sangue do cordeiro assinalou as suas casas (cf. Ex 12,24)

O “exterminador” converteu-se no executante da praga (cf. Ex 12,33), as vestes de pastores transformaram-se nas vestes de viajantes prontos a sair (cf. Ex 12,11); o pão sem fermento no símbolo da saída do Egito (cf. Ex 12,34-35)


A Páscoa assume-se como a festa que comemora os acontecimentos que atualiza, conservando-os para as gerações futuras.
A vítima pascal, no seu sangue derramado, assume-se como a possibilidade da saída que comemora, o imolado é aquele que liberta, que salva e que preserva a vida.

A releitura não pode deixar de se ligar ao seu carácter significativo dos acontecimentos. A Páscoa, sendo uma festa da primavera, assinala o início da vida, o caminhar na busca de novos e revigorantes fontes de vida.



O Êxodo foi vivido da mesma forma, aqui se reflete a primavera do Povo de Deus enquanto o Povo Eleito de Deus. Na Páscoa inicia-se o caminhar  para a terra prometida, a terra da felicidade e da liberdade, um percurso assente sempre na promessa e fidelidade a Javé.
Foi neste contexto que se transformou um rito pastoril num rito de nova vida e de renovada esperança.




Páscoa, Peregrinação a Jerusalém


A Páscoa inicialmente celebrava-se ao nível familiar, no entanto, e com a alteração da vida nómada ara vide sedentária, esta situação irá alterar-se. Sendo uma festa eminentemente pastoril, vai perder parte da sua importância, ao contrário e paralelamente a festa dos Ázimos, de características marcantemente agrícolas, vai ganhar destaque, sendo que tanto uma como a outra celebravam os mesmos acontecimentos.




Mas com o passar dos anos, e com as  raízes profundas no povo, a Páscoa assimilar a própria festa dos Ázimos, sendo as duas celebradas na mesma altura - na primavera, no mês de Nizan -, vão agora fundir-se numa só e com o seu nome definitivo: Páscoa. Agora, e com a incorporação dos Ázimos, a festa das festas torna-se numa peregrinação aos santuários centrais das diferentes tribos de Israel.

Claramente que para um povo com raízes nómadas, a falta de centralização da festa da Páscoa, trazia consigo grandes inconvenientes, sendo no entanto o fundamental ligado ao risco da fragmentação e do enfraquecimento da noção de Povo Único. Na grande campanha da unificação purificação do culto na cidade de Jerusalém, dois reis tiveram uma importância decisiva: Ezequias (716-687) e um dos grandes reis de Israel, Josias (640-609). A cidade Santa de Jerusalém torna-se agora o centro da festa da Páscoa para todas as tribos.

“Guarda o mês de Abib e celebra a Páscoa em honra do Senhor, teu Deus, porque foi no mês de Abib que o Senhor, teu Deus, te fez sair do Egito, durante a noite. Imolarás ao Senhor, teu Deus, em sacrifício pascal, gado miúdo e graúdo, no santuário que o Senhor tiver escolhido e ali estabelecer o ser nome. Não comerás pão fermentado com essas vítimas. Durante sete dias, comerás com elas ázimos, o pão da aflição, porque foi à pressa que saíste do Egito, para assim te recordares durante a tua vida do dia da tua partida. Que não veja fermento algum em todo o teu território durante sete dias. Que não fique para o dia seguinte coisa alguma de carne imolada no sacrifício da tarde do primeiro dia.
Não poderás imolar o cordeiro pascal em nenhuma das cidades que o Senhor, teu Deus, te há-de dar, mas somente no santuário que o Senhor, teu Deus, tiver escolhido para ali estabelecer o seu nome. Ali imolarás o sacrifício pascal, ai cair da tarde, depois do pôr-do-sol, à hora em que saíste do Egito. Cozê-lo-ás e comê-lo-ás no lugar que o Senhor ,teu Deus, tiver escolhido. No dia seguinte poderás regressar à tua tenda. Durante seis dias, comerás ázimos e no sétimo dia haverá uma liturgia solene em honra do Senhor, teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum”.
(Dt 16,1-8)

Desta forma a festa da Páscoa será também a grande festa comunitária, manifestando a união entre todas as tribos perante o Deus Único.

“Do tempo dos Juízes e em todo o templo dos Reis de Israel e Judá, nunca se havia celebrado uma Páscoa tão solene como aquela que se celebrava em Jerusalém no ano 18 de Josias.”
(2 Rs 23,22-23)


Centralizado no templo, o sacrifício da Páscoa torna-se num sacrifício cultual; o sangue do cordeiro é derramado sobre o altar com a supervisão dos sacerdotes e levitas (cf. 2 Cr 35,11,ss).”

Após o exílio na Babilónia, a Páscoa foi retomada ligando-se fundamentalmente à família, tendo o rito de sangue uma enorme carga de preservação, servindo deste modo para a distinção entre Povo de Deus e os demais povos. A festa será cada vez mais o centro do culto judeu, cuja omissão tinha consequências equiparadas ao que consideramos excomunhão.

“Quem, estando puro e não andar em viagem, deixar de celebrar a Páscoa, será eliminado do meu povo, porque não apresentou a oferta ao Senhor no tempo devido esse homem suportará as consequências do seu pecado.”
(Nm 9,13)

Visto como um novo êxodo (cf. Is 67,7-64,11), o regresso o exílio, que ficara a dever-se ao Servo de Javé, luz das nações (Cf. Is 53,7), vai unir as duas figuras fundamentais: o Servo e o Cordeiro Pascal.

Também aqui se liga a projeção do verdadeiro Messias do futuro, aquele que vem para libertar e salvar.








quinta-feira, 10 de abril de 2014

Notícias: Agência Ecclesia - Risco de narcisismo de teólogos

Vaticano: Papa pede aos teólogos que evitem o risco do narcisismo



Francisco recebeu instituições académicas pontifícias ligadas aos jesuítas


O Papa Francisco pediu hoje no Vaticano que os estudantes e professores de Teologia prestem atenção à sua vida espiritual para que não caiam no “narcisismo”.

“O teólogo que não reza e que não adora a Deus acaba por afundar-se no narcisismo mais repugnante e esta é uma doença eclesiástica. Faz muito mal o narcisismo dos teólogos, dos pensadores”, alertou, numa audiência aos alunos, docentes e outros profissionais da Universidade Pontifícia Gregoriana, do Instituto Pontifício Bíblico e do Instituto Pontifício Oriental.



O discurso centrou-se na relação entre “estudo e vida espiritual”, para criar uma “verdadeira hermenêutica evangélica” que permita perceber melhor a via e o mundo.
“A filosofia e a teologia permitem adquirir as convicções que estruturam e fortificam a inteligência e iluminam a vontade, mas tudo isto apenas é fecundo se for feito com a mente aberta e de joelhos”, aconselhou.



Para o Papa, um teólogo que se “compraz” no seu pensamento completo e fechado é um “medíocre”.
As instituições académicas presentes estão confiadas à Companhia de Jesus (jesuítas), família religiosa do Papa Francisco, o qual pediu “criatividade e imaginação” para enfrentar o futuro e encontrar “caminhos novos, sem medo”.

“Os vossos institutos não são máquinas para produzir teólogos e filósofos, são comunidade nas quais se cresce e o crescimento tem lugar na família”, observou.

Nesse sentido, o Papa afirmou que a família universitária é indispensável para criar “uma atitude de humanidade e sabedoria concretas” que fará dos estudantes pessoas capazes de “transmitir a verdade na dimensão humana”, em vez de alguém “mascarado de formalismos”.

“O contacto respeitoso e diário com o trabalho duro e do testemunho de homens e mulheres que trabalham nas vossas instituições vai dar-vos a muito necessária dose de realismo para que a vossa ciência seja ciência humana e não de laboratório”, concluiu.
OC

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Explosão de dois carros-bomba mata 25 pessoas na Síria


Explosão de dois carros-bomba mata 25 pessoas na Síria


Na notícia (desenvolvida no JN) refere que mulheres e crianças perderam a vida, esta loucura na Síria não pode deixar de nos inquietar, mais de 150 mil pessoas já perderam a vida, 9 milhões expulsas das suas casas, incluindo 2,6 milhões de refugiados, isto desde março de 2011 (3 anos!!!). Será que ninguém se dá conta da brutalidade dos números!? 
Mas neste ocidente mais interessado nos "mercados", notícias estas notícias passam para segundo plano. Sempre é melhor entreter e anestesiar as pessoas com a vitória do At. Madrid contra o Barcelona!







Apenas vos deixo o Salmo 10:

"Senhor, porque te conservas à distância
e te escondes cos tempos de angústia?
No seu orgulho, o ímpio persegue infeliz;
que ele seja apanhado na cilada que armou.
O pecador vangloria-se da sua ambição;
o ganancioso blasfema e despreza o Senhor.
O ímpio diz, na sua arrogância:
"Ele não me castigará! Deus não existe!"
É só nisto que ele pensa.
Julga que os seus caminhos hão-de prosperar sempre,
mas os teus juízos estão muito acima dele;
ele despreza todos os seus adversários-

Diz em sei coração: "Jamais serei abalado;
não hei-de cair na desgraça."
A sua boca está cheia de maldição e mentira;
na sua língua só há malícia e maldade.

Põe-se de emboscada justo aos povoados
e esconde-se para matar o inocente;
os seus olhos espiam o infeliz.
Escondido como o leão no seu covil,
arma ciladas para assaltar o indefeso
e, quando o apanha, arrasta-o na sua rede.
Abaixa-se, deita-se por terra
e as suas garras caem por em cima dos infelizes.

Depois, diz em seu coração: "Deus esquece-se
e desvia o rosto para não ter de ver mais."
Levanta-se, Senhor! Ó Deus, ergue a tua mão
e não te esqueças dos miseráveis.
Porque há-de o ímpio desprezar a Deus
e dizer no seu coração que Tu não castigas?
Mas Tu vês a angústia e o pesar, 
observas tudo e temas essa causa nas tuas mãos,
A ti se abandona confiadamente o pobre ;
Tu és o amparo do órfão.

Quebra p braço dos ímpios e dos pecadores;
castiga a sua maldade, para que ela desapareça.

O Senhor é rei para sempre;
desapareçam os pagãos, da terra que lhe pertence.
Ouve, Senhor, o grito dos humildes;
atende-os e conforta-os no seu coração.
Faz justiça aos órfãos e oprimidos;
e que ninguém, neste país,
volte a espalhar o terror."